Dia seguinte, de manhã, eu escuto alguém dizer que estava saindo para dar uma volta mas que voltava para nos encontrar. Eu estava dormindo, como todo o resto do quarto, quando o Rogério saiu com o objetivo de ir ao Empire State Building e voltar a tempo de fazer o check out no hostel às 11.
Fui com metade do grupo tomar café e quando voltamos, 11h20min, nada de Rogério. Nosso ônibus era 12h e ainda teríamos que enfrentar o metrô. Quando tentamos ir, a outra metade disse que não era justo que deixássemos o menino por lá. Depois de uma mini-argumentação e uns dez minutos perdidos, resolvemos nos dividir e eu fui na frente com a Mari e outros dois para vermos se o indivíduo não estaria no lugarzinho do ônibus.
Aí começou a saga de carregar as bolsas pesando todas as compras de NY nas trocas de trem. Andamos umas três estações, sendo uma duplicada, porque erramos. Nosso guia deixou pra errar logo no momento mais apressado e importante. Ainda tinha o ônibus de uma hora, que era nossa esperança. Tinha que ser ele, ou então não chegaríamos em Boston antes das 5h15mim - horário que sai o de lá para North Conway.
Chegamos em Chinatown só para o de uma e meia. Encontramos a outra metade lá, vencida pelo tal pensamento egocêntrico tão criticado.
Chegamos na rodoviária de Boston só às seis, mas acho mesmo que a culpa foi toda do motorista de ônibus, que demorou muito na paradinha do banheiro (nooooot). Como a civilização aqui não permite que as pessoas sejam felizes sem terem seu próprio carro, nossa única solução seria dormir por lá para esperar o próximo ônibus que nos servia: às dez da manhã.
De seis da tarde às dez da manhã... humm... deixe-me ver: dezesseis horas. Considero super tranquilo para passar num lugar frio. Ai, juro que não tivesse tão frio la dentro seria tão mais suportável... No fim da história a gente já havia tentado se esquenta no único lugar que parecia sair de fato ar quente do aquecedor, mas o segurança não tinha deixado, porque era área reservada. Mostrou-nos um outro atalho que nos fez preferir passar as últimas horas de exaustão em pé do que confortáveis nas nossas cadeirinhas. Exaustão porque o frio não nos deixava dormir. Não havia cochilo que resolvesse. Tentamos um banquinho que tinha no banheiro, mas só a Mari que venceu a pedra de mármore. Nada feito.
Horas e horas de torturinha, sendo levados ao limite. Perdendo um dia de trabalho. Hum...
Para o cidadão chegar na mesma noite que a gente, dizer que dormiu no albergue e visitou museus no dia seguinte ao de seu desencontro pra não desperdiçar tempo.
Mas eu só não consigo parar de me perguntar uma coisa: Se está perdido, por que não pega a porra de um táxi?
- Ah, porque é muito mais legal a aventura de passar um dia sozinho em Nova Iorque.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário