sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O que foi hoje? Esse meu chefe1 fica nos deixando ganhar por hora e ainda coloca eu e Mariana juntas. Ê, lelê. A gente tinha que fazer todos os lobys (20) em um dia - semana passada eu fiz todos sozinha. Como fazer, então, para passarem as horas se a cada dia conseguimos fazer as coisas mais rápido? Começamos limpando tudo perfeitamente, timtim por timtim, até chegar no "good enough way of work", em que tudo meio arrumadinho já nem precisa ser mexido. Assim, abtraímos bela quantia de trabalho.
Sentamos na entrada de um, no banheiro de outro (passamos um tempo nele, ao ponto da Mari ter que fingir estar passando mal para sair), ficamos dando altas voltas com a mulinha, paramos pra almoçar, pra esquentar o pé, mais voltas com a mulinha... Um hang out sem fim. Ai, duro trabalho. Pena que amanhã tem quarto pra limpar.
À noite, então, fomos trabalhar juntas no Matty B`s. Putaquepariugostoso. O chefe2 tem transtorno tripolar, não é possível. Depois de dois meses de trabalho, ele resolve avisar que a gente tem que secar os pratos que lava. Chamou-nos pelo aviso tão transtornado que mal lembrava nossos nomes. Começou a praticamente nos ofender aos berros, enquanto eu nem a expressão mudei. Iniciamos, assim, a secar os pratos com um paninho. Céus, pra quê? O homem foi a loucura, disse que os panos eram sujos, que a gente deveria deixá-los escorrer (blá blá blá).
Não me aguentei, era raiva demais pra uma pessoa só. Saí da situação com a mesma cara que entrei, mas explodindo, com a maior vontade de virar e falar: "Ah, quer saber? Vai secar você, que eu não estou com a mínima vontade."
Ok, continuei. A cozinha parou. Nunca vi tanta falta de educação. Era todo mundo meio chocado.
Passam-se uns momentos e ele vem de volta:
- "Qual de vocês duas é mais forte?"
Eu não dei nem tempo (a raiva era tanta, que eu só pensava "eu, e vou voar no seu pescoço agora mesmo) e retruquei:
- "Eu!"
- "Tem certeza?"
- "Absoluta."
Aí ele saiu rindo me pedindo para fazer coisas. UUUUUUIIIIII. Se depender de nós, ele vai à falência. No fim da noite, eram menos doze cookies na bandejinha dele. Bom pra gente, que pelo menos tem uma fonte de economia. Matty B`s nelas!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Ai, essa vida de comer e comprar.
Eu já tava planejando meu projeto emagrecimento pra quando voltar ao Brasil: um mês de academia, acrobacia, médico e massagem. Mas aí o papy vem hoje dizer que a crise tá chegando por aí, deu peninha. Ai, Deus, agora preciso economizar pra ficar bonita. Porque tá tenso, não gosto nem mais de me ver sem roupa. Eu e Maria já até falamos da tal prática da bulimia. Oh, God, terapia pra essa criatura que vos escreve.
Hoje eu não aguentei, tive que comprar a mesma bolsa de cores diferentes. Assim, não dava pra decidir entre a branca com verde e a marrom. Foi-se um dia de trabalho, uma pro dia, outra pra noite. Achei um perfume feminino do meu agrado. Isso que dá sair da roça. Não posso mais até o fim do trabalho.
Nossa, o chefinho resolver dizer pra Mariana que vai ser difícil liberar a gente antes da data. OI? Como assim? Estás louco? Acho que não dá pra perceber a dimensão do meu não-querer mais um dia de housekeeper. 24 já é espera demasiada.
preciso de trabalho quando voltar ao Brasil. preciso de trabalho quando voltar ao Brasil. preciso de trabalho quando voltar ao Brasil. vamos entoar um mantra.
mais um:
preciso de teatro quando voltar à vida real. (...)

ai, papaizinho, será que eu vou me acostumar de novo a esse calor que eu tanto sinto falta?
nossasenhora, hoje a Camila até me mandou um scrap cheio de risadas: "que branquelaaaa".

domingo, 25 de janeiro de 2009

Tem acontecido umas coisas engraçadas por aqui. Algumas que eu nunca imaginaria. Ao mesmo tempo que não aguento mais esse trabalho, não aguento mais limpar banheiro e fazer cama (pensando que ainda tem a cozinha), aqui tá tão legal. É impressionante como pode ser tão melhor do que parece. Estar na roça dos Estados Unidos nem está sendo tão ruim. E dá dó só de pensar que vai acabar, que vai virar saudade. Isso porque quando aqui acabar, volta a vida real. A responsabilidade de ter que me decidir, de ter que procurar estágio, de ter que querer ser alguém. Queria eu que a vida fosse feita de um monte de viagens por estudo e trabalho. Ou quem sabe uma trupe de teatro (não peido grandão)? Ai, quantos pensamentos.
Esses dias acordei lembrando da musiquinha que meus pais cantavam para me acordar "para ir à escolinha". Decidi que devems dar uma festa de carnaval por aqui. Eu e Mari planejamos parar de trabalhar dia 24 de fevereiro, nosso chefe ficou de ver. 
Nossa casa tem estado bem mais querida. Passaram os dias pós Nova Iorque - o clima estava tenso por aqui, não faltavam caras feias pelo ar - e as pessoas que haviam surgido por aqui tem colocado a corrente pra funcionar. Dizemos que agora somos a "big family", temos até um cão (Bridgerrrrr).
Tantas mini-coisas legais aconteceram nesses dias e eu nem para reportar. Claro que esqueci de várias. Saquinho.
Melhor aventura ever foi voltar de uma festinha na semana passada e ser pseudo-parado-pela-polícia. Jesus, quase infartei. Primeiro que eu sou menor. E menor não pode beber. Segundo que quem tava dirigindo tinha bebido, e ainda era menor. E ainda não estava no próprio carro (e dirigir no carro dos outros por aqui é sempre um risco). Noooossssa, quando que eu ia imaginar que diante disso tudo a policial nos pararia pra dizer que estávamos na contra-mão? u-fa. sem comentários, por favor. Seria aventura demais para uma semana.
To sentindo tanta falta do teatro. De assistir coisas, de estudar coisas, de atuar coisas, de estar com essas pessoas-coisas tão únicas.




sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dia seguinte, de manhã, eu escuto alguém dizer que estava saindo para dar uma volta mas que voltava para nos encontrar. Eu estava dormindo, como todo o resto do quarto, quando o Rogério saiu com o objetivo de ir ao Empire State Building e voltar a tempo de fazer o check out no hostel às 11.
Fui com metade do grupo tomar café e quando voltamos, 11h20min, nada de Rogério. Nosso ônibus era 12h e ainda teríamos que enfrentar o metrô. Quando tentamos ir, a outra metade disse que não era justo que deixássemos o menino por lá. Depois de uma mini-argumentação e uns dez minutos perdidos, resolvemos nos dividir e eu fui na frente com a Mari e outros dois para vermos se o indivíduo não estaria no lugarzinho do ônibus.
Aí começou a saga de carregar as bolsas pesando todas as compras de NY nas trocas de trem. Andamos umas três estações, sendo uma duplicada, porque erramos. Nosso guia deixou pra errar logo no momento mais apressado e importante. Ainda tinha o ônibus de uma hora, que era nossa esperança. Tinha que ser ele, ou então não chegaríamos em Boston antes das 5h15mim - horário que sai o de lá para North Conway.
Chegamos em Chinatown só para o de uma e meia. Encontramos a outra metade lá, vencida pelo tal pensamento egocêntrico tão criticado.
Chegamos na rodoviária de Boston só às seis, mas acho mesmo que a culpa foi toda do motorista de ônibus, que demorou muito na paradinha do banheiro (nooooot). Como a civilização aqui não permite que as pessoas sejam felizes sem terem seu próprio carro, nossa única solução seria dormir por lá para esperar o próximo ônibus que nos servia: às dez da manhã.
De seis da tarde às dez da manhã... humm... deixe-me ver: dezesseis horas. Considero super tranquilo para passar num lugar frio. Ai, juro que não tivesse tão frio la dentro seria tão mais suportável... No fim da história a gente já havia tentado se esquenta no único lugar que parecia sair de fato ar quente do aquecedor, mas o segurança não tinha deixado, porque era área reservada. Mostrou-nos um outro atalho que nos fez preferir passar as últimas horas de exaustão em pé do que confortáveis nas nossas cadeirinhas. Exaustão porque o frio não nos deixava dormir. Não havia cochilo que resolvesse. Tentamos um banquinho que tinha no banheiro, mas só a Mari que venceu a pedra de mármore. Nada feito.
Horas e horas de torturinha, sendo levados ao limite. Perdendo um dia de trabalho. Hum...
Para o cidadão chegar na mesma noite que a gente, dizer que dormiu no albergue e visitou museus no dia seguinte ao de seu desencontro pra não desperdiçar tempo.
Mas eu só não consigo parar de me perguntar uma coisa: Se está perdido, por que não pega a porra de um táxi?
- Ah, porque é muito mais legal a aventura de passar um dia sozinho em Nova Iorque.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Em breve (assim que meu sono permitir): perrengues finais e tensíssimos na terra dos não-bambas.
New York City.
Tanta fama que nos fez aturar oito horas de viagem divididas em dois ônibus e algumas histórias a mais… Saímos de Bartlet na terça de manhã, contando com a boa vontade de duas pessoas muito caridosas que dormiram aqui em casa para nos dar carona até North Conway cedinho. Eu, Mari, quatro pessoas das cinco daqui de casa (o peruano ficou), Marcus e Rafa (os mineiros que conhecemos na festa de ano novo), rumo a um quartinho de oito em um albergue qualquer.
Na noite em que chegamos só perambulamos mesmo, e foi o dia em que de fato tiramos fotos. Foi uma noite não tão fria, o que nos permitia tirar a luva e pegar a máquina, e parar, e posar, e guardar tudo sem morrer.
No dia seguinte, já não dava mais. Aliás, não dava mais pra fazer muitas coisas. O vento no olho só permitia lacrimejar. Eu nem parecia vinda da montanha de neve que me rodeia todo-santo-dia. Perambulamos mais e mais. Quando cheguei no albergue à noite, meu dedinho sangrava por causa da unha e de tanto andar.
Quinta-feira, meu aniversário. Acho que só tenho duas fotos desse dia, que tiramos em grupoi no quarto à noite só pra não dizer que passou um branco. O bolo foi substituído por um agradabilíssimo pedaço de brownie e a festa, por um dia no Outlet. Ê lelê. Nesse dia, papai ainda morreu num macbook.
Começamos numa correria pra alcançar o ônibus que nos levaria pra New Jersey, o que não fôra tão válido, visto que os safados dos vendedores das passagens e o motorista ficavam enrolando para conseguirem mais passageiros. Papapá, estamos nós no Outlet aberto, num puta frio. Passei a tarde comprando. Perdemos assim tanto tempo que nem deu para almoçar. A sorte ainda nos trouxe a Rafaela, pior que eu e Mari juntas quando o negócio é consumir. Um beleza.
Na volta, quase perdemos o ônibus porque não sabíamos que não havia vários horários. Acabamos correndo atrás dele, batendo atrás para ele parar. Já tínhamos pago.
Foi nesse dia que o tal do avião caiu por lá. Engraçado que quando esávamos esperando no ônibus para irmos, de manhã, ouvimos várias sirenes, que fez com que a Mari falasse: "Já pensou se acontece um atentado, um incêndio na cidade? Ainda bem que estamos saindo hoje." Bela tentativa. =P
Cheguei em casa, curti um quartinho, uma ostentação do que cada um comprou e saí pra comprar meu computador. Graças à criatura mais solícita ever, que saiu comigo meia-noite pra ir na loja da apple. Valeu a pena, foi um pedaço de noite bastante agradável.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Muito o que dizer, depois de tanto tempo. Acabei cansando do perrengue de tentar um tempinho no jurassic computer do hotel para escrever meia dúzia de palavras em intervalos de trabalho.
Tinha tanto a dizer, acabei desanimando de falar grande parte.
Meu ano novo foi em uma festa, em uma casa de desconhecidos das mais variadas nacionalidades. Conhecemos uma pessoas bem agradáveis, invadi o computador alheio iniciando os trabalhos com "gaiola das popozudas" e garantindo o sucesso ainda maior da festa. A casa tinha uma "passagem secreta" para fugas, caso a polícia aparecesse. Além de todos os menores bebendo, também tinha um menino sob condicional. O próprio resolveu se apaixonar por mim e foi a coisa mais engraçada da noite. Ele só falava duas coisas, num português bem bambo: muito bonita (e eu só pensava na Stheph e o que ela me dizia e me escreveu). Pra gente, ele virou o "refugiado". Quando teve festa aqui em casa, mais ou menos uma semana depois, acordamos com ele no sofá da sala.

Na primeira semana do ano fomos um dia pra Maine em busca de computadores. Acabei não comprando o meu (adiquirido em NYC) mas fazendo uma pequena farra na Abercrombie (momento lembrança mor de Dona Débora).

Teve a tal festa aqui em casa; passamos a trabalhar sozinhos e ganhando não mais por hora (o que não tem dado muito certo devido a falta de trabalho - cada dia nos mandam fazer uma coisa diferente). Temos sentido bem mais frio. O costume que nos fazia sair de camiseta e casaquinho mostrou-se traiçoeiro - Janeiro veio que veio. É de chorar de não sentir os dedos dos pés (tá, eu dei uma exagerada, o choro não tem tanto a ver assim com os dedos sensíveis, mas sim com o vento na cara mesmo). Nesse meio tempo, chefinho liberou a folga que nos levou a NYC. Assunto para o próximo merecido tópico.