quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Foi difícil ir embora, confesso.
Não pelo trabalho, mas pelos rostinhos que ficarão perdidos. Pessoas que nunca mais verei. É tão triste pensar nisso. Mas passa.
Na última semana em Bartlett, destaque para nossa tentativa de ski. Deveras divertido (acredito que mais ainda para quem estava nos assistindo). Eu e Mariana fomos bem-sucedidas na parte "tapete mágico", onde crianças de dopis anos aprendem a esquiar. Fora dele, foi o meu tombo logo após sair do lift, batendo com a cabeça, e a minha percepção de que não tinha aprendido a freiar e já era um pouco tarde. Tive que me jogar na neve para não rolar montanha abaixo. Desastrinho, descemos caminhando sem os skis. Contentação em voltarmos para a parte infantil apenas para mais algumas tentativas, dessa vez com a câmera na mão, o que compensou bastante o esforço.
O último dia me fez gastar as lágrimas, quem diria.
Deixamos New Hampshire depois de uma noite de festa. Pegamos o ônibus para o aeroporto de Boston pela manhã. Chegando lá, direto a uma balança. Depois de uns três dias gastos para resolver o peso das malas, o que ia ficar por lá e como dividir tudinho nas minhas duas de carrindo e em uma de mão, voltamos ao marco zero. As minhas duas de rodinha passavam uns dois quilos e a de mão estava de fato pesada. Sem contar a atravessada com o computador e a câmera. Sentamos, eu e Mari, no banquinho mais próximo à balança para começarmos a tirar nossas coisas. Muito ficou, muito a Mari vestiu, muito eu demorei para chegar ao peso qua-se ideal. Mas foi assim mesmo, good enough. Mais algumas horas esperando e vamos lá. O vôo ainda atrasou três horas. Dentro do avião, com tudo acertado, não partíamos por algum problema na iluminação e pela demora da manutenção. Até o esperado aviso de que teríamos que trocar de avião. U-hul.
Passados os perrengues do metrô, da estação de ônibus, da mula quebrada, da queda do lift do ski, das malas caberem no taxi, mais esse. Ainda bem que não planejamos ir a lugar algum de barco.
Mais um dia viajando e assim economizamos uma noite de albergue.

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